retorno…

Postado em tanatologia em 09/02/2010 por kolinskifischer

depois de longas férias,enfim, o retorno.  Inicialmente, gostaria apenas de compartilhar algumas matérias do jornal  “A gazeta do povo” de Curitiba, nas quais tive alguma participação.

Durante uma viagem á casa de meus pais, recebi o telefonema de um jornalista, do referido jornal, para auxilio na confecção de uma materia sobre a perda de um filho. Vou começar com o link para esta matéria. http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=967658&ch  O ponto de partida para a matéria foi o acidente com uma roda d’água que ocasionou a morte de uma criança, em Curitiba.

A gazeta do povo busca a participação de pofissionais da cidade para na confecção de matérias sobre saúde, comportamento e outros temas que perpassam o dia-a-dia da população.

Abaixo o link de outras matérias sobre perdas e lutos publicadas neste jornal.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=954133

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=861543&tit=O-drama-do-relogio-que-nao-para

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=835428&tit=Flagelados-tem-apoio-psicologico

Curso de Psicologia Hospitalar em Curitiba

Postado em tanatologia com as tags , , , , em 22/10/2009 por kolinskifischer

Acontecerá, no mês de novembro, um curso de Atualização em Psicologia Hospitalar.

Neste curso, que terá a duração de 16 horas, serão apresentadas informações sobre o cenário atual deste campo de atuação, bem como conhecimentos sobre a prática da Psicologia dentro de instituições Hospitalares.

Dentro dos temas abordados no curso está a Tanatologia, aula que será ministrada por mim com o título: Sobre a Morte e o Morrer.

Para maiores informações sobre o curso (conteúdo programático, palestrantes, data, valor, local…) acesse http://www.clinicacontato.com.br/psicologia_hospitalar.html.

Para quem é de curitiba e tem interesse na área hospitalar, fica aqui o recado.

Para quem vai fazer o curso, nos vemos lá.

OBS: o curso foi, no momento, cancelado pelos organizadores. Se for reaberto, volto a comunicar.

MUDANÇAS

Postado em tanatologia com as tags , , , em 19/10/2009 por kolinskifischer

102_0212Todo o desenvolvimento huma no é marcado por mudanças. Momentos em que alcançamos uma nova etapa e necessitamos, para isso, abandonar comportamentos ou posturas anteriores.

Primeiro somos bebês, depois nos tornamos crianças, adolescentes, adultos e envelhecemos.

Dentro de cada uma destas etapas ocorrem inúmeras mudanças. Abandonamos o seio de nossa mãe, as fraldas, deixamos o espaço protegido da nossa casa e vamos para a escola. Saímos para um mundo de relações com pessoas de fora do nosso círculo familiar, nos distanciamos do círculo familiar para alçar voo em outros territórios. Elaboramos planos, vivenciamos diferentes experiências.

Passamos por mudanças marcantes em nosso corpo, adquirimos responsabilidades diferentes, escolhemos nossa profissão. Abandonamos a infância para caminhar rumo a idade adulta. Vamos, assim, envelhecendo e adquirindo uma bagagem que é só nossa que constitui nossa identidade.

Passamos  por diversos ¨ciclos¨ (curso universitário, namoros,  carreira…) e durante todas estas passagens abandonamos “coisas” pelo caminho, acrescentamos novos elementos à nossa bagagem de vida.

Apesar de nos assustarmos com a instabilidade que uma mudança provoca, só fazemos progressos em nosso desenvolvimento se atravessarmos estas etapas se vivenciarmos estas mudanças.

Mudanças exigem adaptações, reorganizações e, para tudo isso, esforço. É preciso dispender energia  para crescer, aprender e evoluir. É preciso elaborar as perdas do caminho para seguir em frente, como agente construtor de uma história que é sempre especial e única.

QUANDO SE DESEJA UM FILHO E A GRAVIDEZ DEMORA A ACONTECER OU NÃO ACONTECE

Postado em psi com as tags , , , , , em 19/10/2009 por kolinskifischer

          Este post, está escrito há alguns meses, ele faz parte de uma sequência sobre maternidade/paternidade, mas demorei para publicá-lo. Esta sequência teve origem na elaboração de uma palestra que preparei para as “Quartas no CRP” do mês de novembro de 2008.

          Estou considerando, aqui neste caminho, casais que tentam engravidar por pelo menos um ano e não conseguem. Então, passam a realizar exames, tratamentos e acompanhamentos específicos para facilitar a gravidez.

          O que posso comentar é que o caminho é longo e demorado. Uma vez considerada a necessidade de investigação e tratamento, o casal, que já está há mais de um ano na expectativa de engravidar, submete-se a muitos exames, faz uso de medicamentos e sofre uma série de procedimentos que podem se estender por anos. Tudo isso pode acontecer antes mesmo de se optar por realizar inseminações ou fertilização in vitro.

          Então, de uma maneira geral, estamos falando de um casal que está com sua intimidade exposta em um consultório médico todos os meses  e durante anos. Passa a não ter controle sobre sua intimidade, pode estar se sentindo impotente diante de uma situação onde quem determina qual o melhor momento para ter as relações íntimas é uma terceira pessoa (o médico).

Além disso, pelo longo período de espera pela gravidez,  pode estar com um nível de ansiedade bastante elevado e ao mesmo tempo, sentindo-se frustrado. Neste contexto, temos um casal frágil e que vive muitos lutos não reconhecidos pela sociedade.

          Muitas vezes, este casal já vive algumas das implicações do planejamento de ter um filho, sem que este filho chegue, por muito tempo.

          O que podemos chamar de lutos recorrentes, vividos por um casal infértil, são processos de luto, necessários para elaborar a não fecundação. O processo de luto, em um caso como este, é semelhante a qualquer outro processo de luto com o agravante de que pode se repetir todos os meses durante anos. E que este casal pode nunca ter concedido o direito de vivenciar estes lutos. Seria como ter uma ferida que não se fecha, pois cada vez que ela poderia estar cicatrizando se abre novamente com uma outra tentativa frustrada.

          Durante o tratamento, é provável que o casal conviva com outros casais com filhos pequenos ou amigos grávidos, pois temos tendência a manter relações de amizade com pessoas da mesma faixa etária e vivenciando um momento de vida semelhante. Não é raro que haja uma tendência ao isolamento, pois  em alguns momentos a convivência pode colocá-los diante de uma expectativa ainda maior, tornado os momentos de frustração ainda mais dolorosos.  Ë natural nos protegermos do sofrimento. Obesos podem não se sentir à vontade em academias onde as outras pessoas tem um  porte atlético, viúvos (as)  podem se entristecer no meio de casais entrosados, casais em tratamento para engravidar podem sentir desconforto diante de casais com filhos pequenos. No entanto, é praticamente impossível que obesos só convivam com obesos e viúvos (as) com viúvos (as) e casais sem filhos com casais sem filhos. Ou seja, a exposição a estímulos que podem se tornar dolorosos é quase inevitável.

          Além disso, o isolamento e a diminuição das atividades de vida social podem provocar um sentimento de solidão. É importante que o casal receba suporte para compreender seus sentimentos e encontrar alternativas para lidar com eles. A saúde do relacionamento do casal auxilia na superação das dificuldades.

          Decisões muitos importantes devem ser tomadas por um casal em tratamento para engravidar, uma delas é em relação a realização ou não de inseminações e/ ou de fertilização, que pode ser um procedimento caro, com uma chance não tão alta de sucesso, risco de nascimentos múltiplos e conseqüentemente uma gravidez delicada.

          Outra delas e em relação a em que momento optar pela adoção ou se essa é uma opção viável para o casal ou não.

          O entrosamento e a cumplicidade do casal podem tornar a reflexão acerca de qual caminho seguir menos dolorosa.  Além de permitir que as decisões sejam tomadas atendendo às necessidades dos dois, sem que um se sinta “desfavorecido” ou sinta que seus sentimentos estão sendo menos considerados.

          Sempre que pensamos em envolver uma terceira pessoa no relacionamento (um filho), seja no planejamento por, na espera ou quando esta pessoa chega, o relacionamento necessita de uma reorganização. A vida, tanto do homem como da mulher necessita desta reorganização e consequentemente a “vida do casal”,  também. Não é possível seguir sendo a mesma pessoa. E  em um momento como este, onde as duas pessoas já não são as mesmas, pois cada uma viveu a experiência a seu modo e com seus recursos internos, é preciso se descobrir novamente. É preciso enamorar-se outra vez, é preciso abrir espaço para reconhecer o “novo parceiro” dentro do antigo amor. E, desta maneira, fortalecer os laços afetivos.

ausência

Postado em Uncategorized em 14/09/2009 por kolinskifischer

Amigos, tenho estado ausente, nas últimas semanas não postei nada de novo. Estou me organizando para colocar novos textos em breve. Aceito sugestões e questionamentos para discussões em formato de post.

pôr do sol visto da varanda

pôr do sol visto da varanda

Brincadeiras no blog…

Postado em artes e lazer com as tags em 14/08/2009 por kolinskifischer

recebi esta brincadeira da minha amiga Luciana Picoral,  publique no seu blog a sexta foto da sexta pasta do arquivo de fotos do seu computador.

Achei legal.

Aí está…

 

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TRICOTILOMANIA

Postado em psi com as tags , , em 30/07/2009 por kolinskifischer

Assistindo uma apresentação sobre este tema, no Hospital das Clínicas, dia 28/07  fiz algumas reflexões que gostaria de compartilhar.

A Tricotilomania é um distúrbio caracterizado pela ação de manipular, puxar e arrancar os fios do próprio cabelo. O alvo pode ser qualquer tipo de pelo do corpo, podem também haver dois alvos ao mesmo tempo, como por exemplo: cabelos e sobrancelhas. E pode vir acompanhada de transtorno de ansiedade ou depressão.

Este é realmente um tema que quase não se discute, no entanto muitas pessoas sofrem com este transtorno. Para quem quer saber um pouco mais sobre o tema, um vídeo básico, acho que passou no fantástico…  http://www.youtube.com/watch?v=mhPP2CWNSXM .

Quando pensamos que este é um transtorno do espectro da obsessão/compulsão, que pode ter seu início na infância e que pode se caracterizar por um pedido de socorro, percebemos que ele merece mais atenção do que recebe.

Este pode ser mais um dos muitos pedidos de socorro que fazem parte da Sociedade Contemporânea, fruto da instabilidade dos laços afetivos, da superficialidade das relações e da desestruturação das mesmas, concordando com o que foi dito no texto de apresentação do Colóquio de Direito, Medicina e Psicanálise.

 Pouco se sabe sobre a origem da Tricotilomania, estudos sobre origens genéticas estão sendo realizados, mas, de fato, sua manifestação quase sempre está relacionada a angústia e momentos de tensão. Isto pode nos alertar sobre as condições ambientais do sujeito ou sobre a forma com que este sujeito lida com suas limitações e angústias; ou seja, a dinâmica do sujeito diante do mundo.

 É, principalmente, na infância que estes pedidos de socorro surgem, pois este é um momento da vida onde temos uma grande vulnerabilidade, onde necessitamos de bases de apoio. Onde uma criança pode encontrar bases de apoio no caos da sociedade atual?

Nossas crianças precisam de bases mais sólidas, laços afetivos mais estáveis, de uma escuta mais atenta, e isso é função de todos nós.

COLÓQUIO – Direito, Medicina e Psicanálise

Postado em psi com as tags , , , , , em 27/07/2009 por kolinskifischer

Segue texto de apresentação do evento –

 “Desafios Contemporâneos: Infância, Família e Poder”

             A contemporaneidade tem assistido a um redesenho profundo das relações sociais. Ao lado da família tradicional, por exemplo, outras formas de convívio familiar se configuram – algumas mais, outras menos estáveis; algumas mais, outras menos capazes de sustentar a palavra e a lei.

           A diversidade e mobilidade desse chão acabam por projetar a infância e a adolescência em heterogêneos quadros de referência, nem todos já suficientemente processados e elaborados pela sociedade, o que se reflete na falta de ações sociais adequadas para minorar os efeitos danosos de um tempo de mudanças e para reconstruir laços em outras bases.

        São indícios dessa situação o aumento da violência contra bebês e crianças, a erotização precoce da infância, o crescimento dos casos de gravidez na adolescência, a prostituição infanto-juvenil, a exploração de crianças no tráfico de drogas resultando, em geral, em mortes violentas, o bullying no ambiente escolar e a violência juvenil em geral.

        O Colóquio Direito, Medicina e Psicanálise – “Desafios Contemporâneos: Infância, Família e Poder”, reunindo profissionais de diferentes áreas, pretende ser um espaço de debates desses temas. Nos seus fundamentos, está presente o pressuposto de que, para compreendermos a complexidade dessas situações contemporâneas, é preciso uma conjunção de múltiplos olhares.

       O Colóquio não quer, no entanto, se limitar ao plano da compreensão. Está também em seus objetivos a busca conjunta de formas de responder aos desafios deste tempo, propondo projetos e ações capazes de contribuir para minorar os efeitos danosos de um tempo de mudanças profundas e, ao mesmo tempo, de delinear a construção de novos laços identificatórios saudáveis.

      O Colóquio é promovido pelo Programa de Pós Graduação em Direito da Faculdade de Direito da UFPR e pelo Projeto Travessias, recebendo o apoio da Aliança Francesa de Curitiba, dentro do Programa Oficial do ano da França no Brasil.

 

Coordenação científica:
              Carlos Alberto Faraco; José Antônio Peres Gediel; Vania Mercer
Promoção:
              Programa de Pós Graduação em Direito da Faculdade de Direito da UFPR:
              Programa Travessias
Data: 06 e 07 de agosto de 2009 (manhã, tarde e noite)
Locais: 
              Salão Nobre e Sala de Vídeo Confência
              Praça Santos Andrade, nº 50 – 3 º andar – Centro (Curitiba – Paraná)
              MAC – Museu de Arte Contemponârea - PR
Recebi  o Material de divulgação deste evento e recomendo para quem mora em Curitiba, programação detalhada e inscrições http://www.ppgd.ufpr.br/

 

Lutos vivenciados em comunidade 2

Postado em tanatologia com as tags , , em 27/07/2009 por kolinskifischer

Retornando ao assunto do post do dia 07 de junho, comunico que foi publicado texto da minha amiga Vania Mercer, na resvista do Conselho Regional de Psicologia. O texto, com o título - ” Acidente de Trânsito: luto coletivo e criação social” – está disponível na íntegra, no site do Conselho (http://www.crppr.org.br/revistas.php?id=101) página 9. Recomendo a leitura, pois a reflexão sobre este tema é importante e diz respeito a todos nós.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Postado em psi com as tags , , , , , , , , em 22/07/2009 por kolinskifischer

 

          A depressão pós-parto têm encontrado mais espaço para sua expressão e menos recriminação. Sendo considerada um problema sério e que merece cuidados. No entanto, ainda existem muitos preconceitos e resistência em se compreender sua ocorrência sobretudo quando a gravidez é planejada e desejada (como pode alguém que queria o filho, que planejou, estar deprimida após o seu nascimento?).

          Sabemos que não são estas questões que necessariamente influenciam a instalação de um quadro depressivo ou funcionam como fatores protetivos.

          A labilidade emocional está presente no período do puerpério, euforia e depressão podem se alternar e sentimentos bastante intensos marcam este período.

          Para alguns autores esses sintomas são devidos às mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto.

          Supõe-se, também, que outros fatores como as frustrações, alteração da rotina (sendo por vezes monótona), a passagem da situação de ansiedade do final da gravidez para a conscientização da nova realidade podem proporcionar um sentimento de perda. A nova rotina pode significar, também, assumir todas as responsabilidades implicadas na maternidade e abdicar de atividades anteriores. A interação entre os sentimentos advindos de todas estas mudanças e adaptações podem influenciar na instalação de um quadro depressivo.

          “Outro aspecto importante é que, para a mãe, a realidade do feto ‘in útero’ não é a mesma realidade do bebê recém-nascido e para muitas mulheres é difícil fazer esta transição; especialmente as que apresentam forte dependência infantil em relação a própria mãe ou ao marido podem gostar facilmente do filho enquanto ainda  está dentro delas e amar uma imagem idealizada do bebê mas não a realidade do recém-nascido.” (MALDONADO)

          “A primeira reação da mãe diante do recém-nascido é, na maioria das vezes positiva (…) No entanto, não é rara a presença de graus variados de embotamento afetivo, principalmente no parto sob narcose, e que só desaparece gradualmente.“(MALDONADO)

          Faz-se necessário pontuar que é possível que, quanto maior o tempo e espera e planejamento mais idealizado seja este bebê, maiores sejam as expectativas com relação ao seu nascimento e ao sentimento de completude que ele venha a proporcionar. Desta maneira, a chegada de um bebê “normal” que chora, sente fome, cólicas, não dorme à noite pode gerar uma grande frustração.

          TODA A CRIANCA PRECISA SER ACEITA, ADOTADA POR SEUS PAIS, O BEBÊ IDEALIZADO PRECISA SER DEIXADO PARA QUE O BEBÊ DA REALIDADE POSSA SER TOMADO COMO SEU TANTO PELA MÃE COMO PELO PAI.